Fazendo o melhor possível com o que nós temos depois que a programação foi prejudicada pelas chuvas e ventos que assolaram a região na última semana, hoje foi dia de conhecer a vizinha cidade de Arrowtown e seus arredores.
Arrowtown é uma pequena cidade histórica iniciada na época da “corrida do ouro” no rio Arrow no final do sec. XIX, quando muitos mineradores locais e outros vindos da China se estabeleceram por aqui.
Hoje a cidade explora o seu lado histórico e turístico, sendo um paraíso para que aprecia pedalar ou fazer trilhas – há várias trilhas margeando rios e lagos, ligando uma cidade a outra, tudo muito bem sinalizado.
Arrowtown fica a 56 km de Wanaka e optamos por chegar lá pelo caminho das montanhas – o Crown Range Road, muito mais bonito.
Essa estrada sai de Wanaka por meio a fazendas com gado bovino, ovino e cervídeos e depois penetra na cadeia montanhosa atravessando-a. A partir do topo começa a descer em caracol entre mais áreas verdes até a cidade de Arrowtown.
A estrada é muito bonita, com as belas paisagens que são peculiares daqui. Toda a paleta do verde se espalha pelos campos e base das montanhas. Aqui e ali, cruza-se o rio ou margeia-se lagos. Enfim, uma pintura. Um bálsamo para os olhos e para a alma.
Passamos por um lugarejo chamado Cadrona, que parecia parado no tempo com o comércio com suas fachadas antigas. Ali há algumas atividades de ecoturismo como cavalgada e passeios de quadriciclo.
Ao chegar em Arrowtown fomos ao Centro de Informações, que fica no Museu da Cidade e da Região dos Lagos. Lá uma simpática senhora nos deu mapas e explicações.
Do lado de fora, vários banheiros públicos limpíssimos e com tudo que é necessário.
Começamos visitando uma feira de produtores que ocorre aos domingos, com artesanatos e comidinhas.
Depois caminhamos um pouco às margens do rio, paralelo à cidade, até o “acampamento chinês”, o local onde os chineses moravam e mineravam antigamente. Hoje resta apenas uma casa e foram colocados alguns paineis contando a história.
Depois voltamos caminhando pela rua principal, Buckingham St., onde se localizam as lojas e restaurantes, mantendo o aspecto exterior como seria no passado.
Encontramos um lugar para almoçar e para fugir um pouco da comida italiana (que temos comido quase todo dia) escolhemos algo local. Deu para variar, mas não é uma comida boa.
Aliás, a comida local deixa muito a desejar (acho que é herança dos colonizadores britânicos). Apesar de produtores de carne de gado e carneiro, os restaurantes não têm bons pratos com essa comida, ou se tem são absurdamente caros.
A comida é sem criatividade e sem graça. As carnes sempre são acompanhadas de legumes e batatas, na maioria das vezes “roasted potatos”- nada sauté, gratinadas, baked, etc. Arroz nem pensar – e poderiam ter incorporado da influência oriental pois tem muitos orientais morando aqui, bem como muitos restaurantes tailandeses, chineses e japoneses. Até mesmo os restaurantes italianos têm pouca opção de pratos, geralmente algumas massas, risotos só de cogumelos e outros vegetais, nada de carnes com acompanhamento.
Depois do almoço visitamos o Museu, que mostra cenas da vida cotidiana do sec. XIX. Muito bem montado e organizado.
Seguimos então adiante para voltar a Wanaka. Desta vez por outro caminho, aquele que está no mapa do início desse relato. Passamos por Gibston, uma região repleta de vinhedos e vinícolas.
Chegamos a outra pequena cidade, Cromwell, às margens dos rios Clutha e Kuwaratu. Embora pequena, é mega arrumada, limpíssima, com casas boas, bem arborizada.
Rodamos pela cidade, chegamos à beira do rio, e passamos por alguns condomínios com casas muito boas com lanchas e camper vans na garagem. Região bem cheia de dinheiro, embora não tenhamos visto fábricas, indústrias etc. Apenas vinícolas.
Finalizamos nosso dia de volta ao hotel e pensando no que fazer amanhã.
Ainda não abriu a estrada para irmos ao passeio de barco no fiorde de Milford Sound, daqui a dois dias – amanhã, se Deus quiser, teremos uma definição. Rezando para dar certo.































































































Vcs encontram o povo "Maori" por essa região?
ResponderExcluirO povo maori está totalmente integrado na vida normal da NZ. Mantem sua cultura, linguagem etc mas está misturado com os demais. Não existem aldeias separadas. Vc os reconhece pelas características físicas bem típicas da oceania/polinesia.
ExcluirEsqueci de assinar sobre o povo maori . Ana Banana
ResponderExcluirA paisagem, que é a grande atração daí, não decepcionou, né?
ResponderExcluirA paisagem é um show a parte. Faltam adjetivos para descrever.
ExcluirXiiiiii.... esqueci outra vez! Ana Banana! Kkkkk
ResponderExcluirTorcendo pro tempo melhorar e vcs seguirem a programação. Paisagens belíssimas! Beijos Viviane
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